segunda-feira, 12 de julho de 2010

Gladiator (2000)

Gladiador de Ridley Scott conta com a participação de Russell Crowe, Joaquin Phoenix, Connie Nielsen, Oliver Reed, Richard Harris, Derek Jacobi e Djimon Hounsou.

Um elenco de luxo para este épico histórico centrado na época dos gladiadores da Roma Antiga em que a intriga, a política e o excesso e abuso de poder controlam os destinos não só das pessoas como dos Estados.

Russell Crowe que com este filme conquistou a sua segunda nomeação a Oscar tendo desta vez levado o mais alto galardão da indústria cinematográfica, interpreta o papel de um general de Roma que por desafiar as ordens do novo Imperador (Joaquin Phoenix) cai na desgraça tornando-se primeiro escravo e depois gladiador de Roma adquirindo mais prestígio que o próprio Imperador.

Tendo perdido a sua casa, o seu bom nome, reputação e tendo assistido à morte da sua mulher e filho (Giorgio Cantarini, alguém ainda se lembra dele?) às mãos do Imperador Commudus, o seu único objectivo agora é a vingança e a libertação da grandiosa cidade de Roma das mãos do absolutismo.

Este absolutismo retratado na perfeição às mãos de Joaquin Phoenix que aqui dá corpo e alma a um jovem Imperador demente de poder e pelo que o seu abuso pode provocar, com sede de eliminar todos quantos os que lhe fazem frente ou desafiam a sua ordem, é de facto tão impressionante quanto a própria personagem de Crowe, o gladiador Maximus.

Todos os demais actores secundários estão à altura sendo que a única diferença é mesmo o facto dos seus desempenhos serem secundários e não principais. De resto tanto o dinamismo como o magnetismo estão lá bem presentes.

De todos há que destacar a Imperatriz Lucilla interpretada por Connie Nielsen que tem tão de dramático como de trágico, também ela vítima às mãos do seu irmão Commudus. Finalmente é impossível não destacar Juba, interpretado pelo magnífico Djimon Hounsou que mais uma vez entrega um imenso desempenho, aqui secundário, como um gladiador parceiro de Crowe. Escusado será dizer que em muito pouco tempo o veremos novamente nomeado a um Oscar, a sua terceira nomeação, e quem sabe também com um Oscar na mão, o que não seria nada despropositado... mark my words...
Além das interpretações este filme também venceu noutras frentes. Os efeitos especiais são uma delas. A equipa, que saiu vencedora do Oscar na categoria, (re)criou a Roma Antiga em toda a sua opulência, e decadência também, com as arenas e o Coliseu onde lutavam os gladiadores. Foi o verdadeiro renascer de toda uma imponente cidade.
Também imponente é a fantástica banda-sonora da autoria do compositor Hans Zimmer, também ela nomeada a Oscar mas que não saiu vencedora é, no entanto, profundamente comovente ao mesmo tempo que é ela testemunha dos momentos de maior acção de todo o filme. Arrisco dizer que é uma das maiores e melhores do ano com melodias que até hoje perduram e não nos saem da memória, como disse é exemplo a que a seguir deixo aqui.


Vencedor de ainda dos Oscars na categoria de Som e de Guarda-Roupa, Gladiador foi ainda nomeado para as categorias de Direcção Artística, Fotografia, Montagem, Argumento Original e Realizador para Ridley Scott que ainda não seria desta o vencedor da noite. Talvez uma das maiores derrotas na premiação que o filme assistiu, sendo que venceu duas importantes categorias, a de Actor e a de Filme.

O Gladiador veio provar que os grandes épicos estão ainda de boa forma e que é possível juntar-se-lhes uma boa narrativa dramática com interpretações dignas de primeira linha não tornando o género apenas num filme de três horas repleto de efeitos especiais e interpretações ora cómicas ora de pancadaria e pouco mais. Com este filme renasce assim o espírito existente três ou quatro décadas antes onde aos grandes épicos era agregado um conjunto de actores capazes de efectuar belíssimos desempenhos carregados de emoção e emotividade dramática.
Excelente filme dramático. Excelente filme de acção. Excelente filme de efeitos especiais. Excelente filme a nível de argumento. Excelente. Excelente. Excelente...


"Maximus: I knew a man once who said "Death smiles at us all. All a man can do is smile back."


10 / 10

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